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Editorial edição 01 | Buddhivṛtti – sua newsletter de autoconhecimento

9mar, 23 | 0 Comentários

Escrito por Graziela Spadari

Estamos muito contentes de entregar para você esse trabalho que vem sendo gestado há muito tempo. Era uma vontade antiga essa de escrever e convidar outras pessoas em quem confio, para escreverem também, a respeito desse tal de caminho do autoconhecimento.

São pessoas especialistas em suas áreas, e certamente são pessoas do bem.

Divirta-se, pois nós nos divertimos muito escrevendo.

Iniciar esse projeto com o tema Mulher é muito significativo para mim.

Como eu disse, ele vem sendo gestado por um longo tempo, e o “ventre” que o gestou (no caso, eu mesma) vem evoluindo junto com o tempo e com a idéia, e evoluir com a ideia, nome caso, é mudar de idéia e de direção algumas vezes.

Idealizado com muito carinho, cuidado, respeito pelas tradições e pelo conhecimento que direciona ao autoconhecimento – Buddhivṛtti – sua newsletter de autoconhecimento – enfim nasceu e está agora em suas mãos, ou melhor dizendo, em sua tela.

Quem busca conhecimento, se aproxima do Ser.

É conhecido que uma das formas de libertação (dessa aparente interminável roda do Saṃsāra) é através do uso livre e consciente do intelecto.

Escolhemos esse nome para a nossa newsletter, Buddhivṛtti pois a palavra trata do ‘intelecto que se modifica’.

O termo Buddhivṛtti é composto por duas palavras em sânscrito: ‘Buddhi‘, que significa ‘intelecto’, e ‘vṛtti‘, que se refere, nesse contexto, às flutuações da mente.

O autoconhecimento acontece em várias camadas. É autoconhecimento saber o que me faz bem comer, por exemplo, mas o objetivo maior, enfim, é me perceber distinta desses objetos todos que percebo através dos sentidos, como a comida, as pessoas, o clima e tudo o mais.

Em seu Yoga Sūtras, Patañjali define a mente como uma faculdade que está em constante movimento, criando flutuações de pensamentos, emoções e percepções.

Patañjali ensina que a prática do Yoga busca a cessação dessas flutuações, para alcançar um estado de equilíbrio, paz interior e conexão com o Ser Supremo. Mas cessar a mente, não necessariamente é cessar os pensamentos e o raciocínio. Eles, os pensamentos estarão presentes enquanto vivermos.

Para chegar a esta verdade de quem somos é preciso compreender os objetos do mundo (e incluídos estamos aqui), como o que verdadeiramente são, distintos do Eu real.

O intelecto e os pensamentos tomam a forma dos objetos com os quais se relacionam, gerando muitas vezes apegos e aversões que nos atrelam a eles.

A aproximação e o reconhecimento do Eu real só acontece quando percebemos/realizamos a distinção que há entre Ele (eu real) e as modificações que sofrem o intelecto e os pensamentos ao interagirem com os objetos do mundo e se atrelarem a eles.

Muito embora o Eu real seja imutável, por ignorância e incompreensão da sua realidade, o confundimos com os objetos dos sentidos/mente. Confundimos quem somos com trabalho, pessoas, emoções e por aí vai.

Perceber essas flutuações da mente, esses links de apego e aversão, colocar consciência sobre isso, é conhecido como conhecimento objetivo.

O termo “Buddhivṛtti” também é amplamente utilizado, para se referir à mente condicionada pelos pensamentos e pelas ações passadas, que impedem a pessoa de perceber sua verdadeira natureza divina.

Uma maneira de caminhar no sentido de liberar esses vínculos, é substituir o conhecimento inferior pelo conhecimento objetivo, consciente e superior.

Já somos, desde sempre, a felicidade que tanto buscamos.

Em suma, trocar o que não agrega, por conhecimento que liberta.

Brincava com um amigo esses dias. Esse nome, Buddhivṛtti é também uma ironia e foi escolhido também por isso. Quem compreende que nos livraremos inclusive do conhecimento objetivo, um dia, para tornarmo-nos livres, entende o tamanho da ironia. 

Essa é nossa proposta com o informativo.

Evoluir em conjunto com você, nossos pensamentos e intelecto, para que cada vez seja mais límpido o véu que nos separa de compreendermos que já somos, desde sempre, a felicidade que tanto buscamos.

Nos dispomos a fazer isso, usando a tríade que embasa todo o trabalho desenvolvido pelo Instituto Anam Ċara: as artes, as ciências e as espiritualidades.

Hari Om

Graziela Spadari
Instituto Anam Ċara

Quando você está inspirado por algum grande objetivo, algum projeto extraordinário, todos os seus pensamentos libertam-se de seus grilhões; Sua mente transcende as limitações, sua consciência expande-se em todas as direções, e você se descobre em um mundo novo, notável, maravilhoso. Forças, faculdades e talentos adormecidos tornam-se vivos e você descobre que é uma pessoa muito mais fantástica do que alguma vez sonhou.

dito por Patañjali

Todos os textos postados neste blog são de inteira responsabilidade dos seus autores.

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