Iridologia

Iridologia e Irisdiagnose

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10/05/2011 – por Celso Battello

“A íris é o universo! Quanto mais se conhecer a respeito do universo, maior aplicabilidade se encontra no estudo da íris.”

A Iridologia, “sensu latu”, significa o estudo da íris, que vai desde a sua anatomia, fisiologia, histologia, farmacologia, patologia até a possibilidade de se conhecer a constituição geral e parcial do indivíduo, uma vez que ambas estão representadas na íris. Entretanto, no caso específico de se obter informações a respeito deste mesmo indivíduo, chegando-se até o entendimento da sua constituição, a melhor designação passa a ser necessariamente gnose ou conhecimento. Melhor dizendo irisdiagnose, uma vez que através deste estudo é possível obter uma gama extensíssima de dados que permite entender o outro, física, mental, psíquica e, também, espiritualmente, sem qualquer conotação religiosa. Simplesmente, porque os olhos são as estruturas em que a alma melhor se expressa, conceito este refletido no ditado popular que diz que “os olhos são os espelhos da alma”, contudo os olhos são também a “janela”por onde pode se espiar o indivíduo por dentro, uma vez que as referidas constituições estão expressas na íris, por meio de um mapa topográfico onde cada órgão se encontra representado.

Pelo exposto, pode se supor, como já foi referido, que o tema Irisdiagnose melhor atende o propósito de se estudar o ser humano e os animais como um todo, servindo como a “busca do elo perdido”, através da interação das mais diversas correntes do conhecimento humano, aliás, quanto maior for o conhecimento acerca do Universo, maior é a aplicação da Irisdiagnose. A Irisdiagnose é o “mundo”, nenhum outro método possibilita entender e compreender o indivíduo com tanta riqueza e sutileza como a Irisdiagnose, porque o olho é, talvez, o microssistema orgânico que melhor traduz o ser como ele é. Decifre-o …

Mitologicamente, íris é uma deusa grega que, no Olimpo, era responsável pela luz do mundo. Mos olhos, é exatamente este o papel destinado à íris, controlar a luz que entra no organismo, mais ainda do brilho que a alma emite por intermédio dos seus fótons, como que retribuindo para as infinidades de universos o seu poder de clarear, porque onde há luz, desfazem-se as trevas.

O olho e, particularmente, a íris, como instrumento da visão, representa a emancipação do ser vivente, frente a tudo que o rodeia micro e macroscopicamente.

Leonardo da Vinci aborda o tema de uma maneira que traduz a importância do olho como realmente deve ser: “não vês que o olho abraça a beleza do mundo, especula e flui a beleza do mundo, aceitando a pressão do corpo que, sem esse poder seria um tormento ( … ) Ó admirável necessidade! Quem acreditaria que um espaço tão reduzido seria capaz de absorver as imagens do Universo? (…) O espírito do pintor deve se fazer semelhante a um espelho que adota a cor do que olha e se enche de tantas imagens quantas coisas teve diante de si”

“A Medicina é uma só. O que difere são os métodos e as técnicas terapêuticas utilizadas, que absolutamente não são excludentes”.

A Irisdiagnose é uma ciência e arte, cujo método propedêutico permite através da observação da íris dos olhos, conhecer, num dado momento, a constituição geral e parcial do indivíduo, bem como os estágios evolutivos, agudo, subagudo, crônico e degenerativo das alterações que acometem um ou mais órgãos, ou o organismo como um todo, que são expressos e refletidos na íris, através de uma topografia, onde cada órgão encontra-se representado em um ou mais mapas iridológicos, permitindo uma abordagem tanto física, mental psíquica, como espiritual do ser vivente.

Muito embora seja impossível se estabelecer um diagnóstico, que pressupõe em se dar nomes às doenças, a Irisdiagnose funciona como um pré-diagnóstico, onde a detecção dos órgãos de choque, permite mais facilmente se elaborar o referido diagnóstico, através de exames complementares que venham a confirmar as suspeitas clínicas. Qualquer médico sabe o quanto é difícil se proceder a um diagnóstico, principalmente porque, em função das drásticas mudanças ocorridas no planeta, em decorrência de uma série de fatores, como, por exemplo, explosões nucleares, mudanças climáticas, excesso de medicamento desde o nascimento e outros, os organismos tiveram que se adaptar, de tal sorte que os sinais clássicos de propedêutica também se modificaram, dificultando sobremaneira a elaboração dos mais diversos diagnósticos. Daí a importância da Irisdiagnose como agente facilitador para se chegar a um correto diagnóstico clínico.

Em hipótese alguma, a Irisdiagnose substitui os exames subsidiários, tais como laboratoriais, de imagens e outros, muito pelo contrário, dá subsídios, para o médico, como bom detetive, elucidar o caso.

A Irisdiagnose é uma Ciência e Arte, fundamentada na observação, descrição e comprovação de fatos, demonstráveis pelo exame iridológico, que dá uma idéia da constituição do indivíduo, debilidades hereditárias e as mudanças que estão ocorrendo no organismo, através de mudanças ocorridas nas fibras da íris, viabilizando uma abordagem, eminentemente profilática, porém também terapêutica, principalmente no que se refere ãs alterações funcionais, face as correções possíveis de serem efetuadas, quando se conhece a constituição e os órgãos de choque do paciente, tratando-os antes mesmo que adoeçam do funcional para o lesional.

Ninguém de sã consciência, olvida o fato que a grande maioria dos pacientes, que freqüentam os consultórios médicos, saem sem um diagnóstico clínico bem estabelecido, onde solicita-se exames que na sua maioria pouco demonstram, dificultando sobremaneira a elaboração de um diagnóstico, isto sem desmerecer os colegas médicos. Porque nos bancos da faculdade, pouca importância se dá aos conceitos da constituição ou do funcional e aprende-se que para uma correta terapêutica necessita-se de um diagnóstico da mesm forma correto, como se sabem nem sempre possível, por melhor que seja o profissional em questão. Daí, segundo Maffei, serem tratados psicastênicos, para quem se prescrevem psicofármacos de toda ordem, como tentativa de solucionar as suas queixas. Ninguém na posse de lucidez pode recriminar o uso destas substâncias quando bem indicado por colegas especialistas competentes, aliás, a grande maioria. O que se critica é o seu uso indiscriminado.

Um fato de suma importância é que dentro do contexto exposto, a Irisdiagnose fornece de uma forma ímpar um “disgnóstico” sindrômico de quais estruturas estejam alteradas na sua forma ou função, ou mesmo ambas, que contribuem para a manifestação da totalidade sintomática do indivíduo. Por exemplo, hoje sabe-se a tosse é uma entidade clínica que excede os limites do aparelho respiratório, por exemplo uma Esofagite de Refluxos, uma hipofunção de Glândula Suprarenal, com baixa secreção de corticoesteróide, podem contribuir para este quadro. Quando se observa através do exame iridológico uma alteração na área do Bulbo, onde se encontra o Centro da Tosse, pode-se inferir também, que este fenômeno sofra influência das estruturas do Sistema Nervoso Central e que a Irisdiagnose com os seus conhecimentos, no mínimo, contribui para amenizar os sintomas decorrentes do quadro em questão.

A Irisdiagnose em hipótese alguma se opõe aos conhecimentos médicos de todos os tempos, longe disso, vem somar esforços no sentido de ampliar ainda mais a cultura médica. Este método propedêutico de tão eficaz que é, quando se examina uma íris e detecta quais são os órgãos de choque do paciente, pode-se pensar para si mesmo: “se não está tendo, já teve ou vai ter”. Claro que é um jargão, elaborado de uma maneira jocosa, que todavia dá uma idéia da profundidade do método, sem nunca esquecer que a “clínica é soberana”e que a Irisdiagnose é um método propedêutico a mais, a serviço desta soberania, mesmo porque a Medicina é uma só, e que deixar de lado qualquer técnica que amplie o conhecimento médico representa um crime de lesa-humanidade.

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