Dia 4 – Quarto dia! Diário de Panchakarma de Raquel Calloni

Posted on Posted in Ayurveda, Conteúdo, Diário do Panchakarma de Raquel Calloni, Nutrição Ayurvédica, Panchakarma

Quarto dia!

De volta à ativa!!! Yes!

A dor de cabeça se foi mas se der sinal novamente, sigo a indicação da Graziela Spadari Perozzo: uma colher de chá de mel em um copo de água morna.

Ontem, depois que dor se foi, fui preparar meus lanchinhos estratégicos. Sim porque para nós que sentimos fome intensa e estamos trabalhando ao mesmo tempo em que fazemos a anti-ama, não há nada mais desesperador do que quando a fome bate e não temos algo pronto à mão.

Vejo este momento como o de grande risco para cometermos os “deslizes”. Então, como precaução nada melhor do que já ter alguns lanches à mão.

Me deu um “sirico tico” quando fui fazer as torradinhas de pão integral . Não queria o pão de padaria, pensei em fazer o meu… mas com que fermento ? Também não queria usar estas “bombas” que encontramos no mercado.

Então inspirada no programa de Michael Pollan que assisti neste fim de semana, fui atrás da receita e comecei a fazer o fermento natural, que usa como base a farinha de trigo integral e água filtrada ou mineral(demora uns 10 dias para ficar pronto).
Como precisava fazer pão logo, me contentei com usar o mínimo do “bomba” mesmo, até que o fermento natural não fique pronto.

Mais um saldo Super positivo: percebo que o Panchakarma também mobiliza isto, nossa sabedoria celular que começa a negar o que não é saudável para nosso organismo. Olfato, paladar e audição começam a ficar mais apurados!

Dicas estratégicas – tenha sempre cartas na manga como: pão integral torrado, maçã cozida , tapioca pronta, e até uma polentinha, prontos para a hora da fome avassaladora.

Aproveite este momento que os sentidos estão mais apurados para perceber como alguns alimentos que você ingeria por hábito não são na real tão bons quanto parecem!

Raquel Calloni – Nutricionista Ayurvédica

_________________________________________

Abaixo , o parecer da Terapeuta Graziela Spadari Perozzo

Se eu fosse do tipo que dissesse, “eu te disse”, essa era a hora. Como falei ontem, provavelmente hoje a Raquel Calloni estaria já bem melhor da dor de cabeça. E ela melhorou!
A cultura védica toda, na minha humilde opinião, e me desculpem os puristas pelo meu jeito simplista de ver isso, tem um único objetivo. Clareza! Para que possamos atingir nossos objetivos espirituais. Simples assim.
Aí pensando nisso, vejo a quantidade de ferramentas de auto-observação que essa ciência como um todo nos oferece.
O Ayurveda – a palavra vem da raiz Ved(conhecimento) e Ayus(vida) traz isso. É mais uma ferramenta, apenas isso. O resto, é trabalho, dedicação, disposição e abertura.
Ayurveda, a Ciência da Vida. Acho lindo isso.

Nós temos um caminho a percorrer, e o Ayurveda “limpa” esse caminho.
Um dos preceitos Ayurvédicos mais básicos, é a indicação de mantermos limpos, saudáveis e claros nossos órgãos de percepção. Isso mesmo, os 5 sentidos, audição, visão, tato, olfato e paladar. Estuda profundamente cada um deles ligando-os aos 5 elementos; um estudo lindo que não cabe aqui agora nesse post.
Por que? Por que precisamos manter “azeitados” nossos órgãos dos sentidos?
Porque funciona em nós o seguinte fluxograma de duas vias: espírito – mente – órgãos dos sentidos – corpo físico.
Nosso espírito precisa dessa experiência terrena para cumprir seu Dharma, caminho, missão, “ação correta”, como queiram. Mas ele não pode usufruir sozinho. Vir aqui e tomar meu café com leite. Não dá! Precisa de um corpo para isso. Meu corpo, tem suas “portas de entrada”. Essas, são os nossos órgãos dos sentidos. Captou? Para que meu espírito encarnado possa usufruir dos objetos materiais, precisa dos órgãos dos sentidos para perceber esses objetos. Os órgãos dos sentidos por sua vez, mandam essa informação para a mente, que conta ao espírito de forma que ele entenda. Essa é uma visão complexa, que estou simplificando bastante, para deixar adequada a esse post. Mas é mais ou menos assim.
Aí eu pergunto. Se o captador da informação está com defeito(órgãos dos sentidos), se o transdutor(mente) está com interferências, como vai chegar essa informação ao destino final(alma/espírito)?
Aí entra o Ayurveda, yoga, jiotish(astrologia védica), vastu shastra(harmonização de ambientes), ferramentas, apenas ferramentas.
Voltando ao caso da Raquel, e do panchakarma, e dessa fase de dieta anti-ama, é exatamente o que estamos fazendo. Limpando, limpando, limpando.
Aí vem clareza, percepção, acuidade dos sentidos, e mais discernimento.
O que seria da vida e da senda espiritual, se não houvesse discernimento.

E sim pessoal, cada caso é um caso. Procure saber o que é bom para você, porque nem tudo que é bom para a Raquel, necessariamente é bom para o seu caso!

É isso aí gente! Mais um bom dia a todos, com o máximo de discernimento que conseguirmos!

Namaskar

Graziela Spadari Perozzo
Terapeuta Ayurvédica
Espaço Anam Ċara – Um lugar amigo da alma

Deixe uma resposta