Panchakarma dia 30

Dia 30 – Pós Virechana – Diário de Panchakarma de Raquel Calloni

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Trigésimo dia de Panchakarma: Pós Virechana

Ontem foi o dia da eliminação do Pitta mórbido através do Virechana (diarreia induzida), falando assim parece meio indelicado … então vou “romantizar” dizendo que no chá preparado para indução do processo tinha pétalas de rosas brancas…hahaha, assim fica mais bonitinho.

Não foi um dia nada fácil, repito aqui, que para cada um o processo é diferente. Tive muitas cólicas, fraqueza, náuseas, mas isto tudo é meio que “normal” no processo.

Me parece que juntamente com o “Pitta ruim” que eliminei, surgiram várias resoluções e entendimentos… principalmente daquilo que não quero mais para mim… vontade de fazer várias mudanças!!!

Pode parecer engraçado, mas o sentimento de hoje é como se tivesse aberto um “espaço” em minha mente, deletando alguns arquivos e abrindo lugar para outros..

Panchakarma também é isso: renovação. Período de avaliação de nossas vidas.
Agora é manter os pés no chão, mente focada naquilo que faz meu coração feliz!
Com- Graziela Spadari Perozzo

Raquel Calloni
Nutricionista Ayurvédica
Ayurnutri

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Desculpem a demora em postar aqui o comentário. Os dias têm sido corridos demais.
O Virechana da Raquel foi excelente. Os resultados de eliminação do Pitta mórbido foram de tirar o chapéu!
Escolhemos a dose do purgativo de acordo com a estrutura e funcionamento do intestino da Raquel, e do seu bala(força para resistir ao processo). Demos uma dose alta, e mesmo assim a diarréia demorou um pouco a começar. A Raquel identificou o que estava emocionalmente “segurando” o Virechana, incrementamos um pouco a dose e começou a acontecer. Falando assim, parece algo estranho, mas a cada série de evacuações ela relatava um sentimento sendo remexido. Posso dizer que foi forte, emocionalmente pra ela.
Mas é isso que esperávamos quando começamos.
Aí, se formos parar para pensar, e esse é um pensamento recorrente quando participo desses processos.
Porque? Porque nos judiamos tanto, com apegos e aversões?
Porque não conseguimos simplesmente deixar ir o que nos incomoda e nos atrapalha?
Eu acho que a resposta é a nossa identificação com esse universo material tão distante da realidade e verdade absoluta. Nós sentimos falta de casa, do nosso lar, do nosso ser espiritual que é onipotente, onipresente e não tem apego, e logo, nem aversão.
Sentimos falta de uma casa que nem sabemos nessa realidade de consciência que existe. Sentimos falta de nós!
E aí, buscamos no outro, nas coisas, no mundo, o que supostamente nos falta, e que na realidade, não falta, é tudo e apenas e tão somente o que existe…
Prendemos nossa alma à vivências menores, porque muitas vezes não temos coragem de querer as maiores. E a maior de todas é a libertação do que nos amarra e a consciência de quem somos.

Namaskar!

Graziela Spadari Perozzo
Terapeuta Ayurvédica
Espaço Anam Ċara

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